O sexo
A pele arde
O peito pulsa
A alma padece
O que te faz mulher ?
É o que queima dentro?
Ou o que gela fora?
Quando teus olhos se reviram
E tuas pernas se contorcem
O teu sentido tátil
Que desacelera as horas.
Inebria, arrepia e paralisa
Energiza e regojiza a vida fora.
Ou será teu leito?
Revestido por pele
Glúteos, cicatrizes, seios.
Pensas nele ?
Viril,
Fértil.
Fulgás.
É este teu homem ?
Quando colhe o sumo
De tuas frutíferas árvores
Ou quando se farta
De tuas voluptuosas águas
Dar-te de ti com abundância
Semeia em teu colo seus desejos
Oferece- lhe o teu mundo
Colide com o dele
Orbitem no mesmo espaço
Desafiem a física
Sintam a gravidade
Pairem no ar.
Dancem
O encontro dos corpos
Músculos contraídos
O Bater de ossos
Faísca atemporal
Ascendente do fogo
Vivo em tempestade
Habitante de dois corpos
Tu és mulher
Ele homem.
Fêmea
Macho.
Ancestrais
Se reencontram
Num passado de vidas
Geração a geração.
Seja carne.
Espírito.
Enriqueça a tua fé.
Profane.
Liberte-se
Resignifique
Entregue-se
Sinta
Na vida humana
Incógnita
Efêmera
O que há de mais sagrado.
O sexo.
Autumn
segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
Amor de alma
Súbito, inimaginável e arrebatador
Despretensioso encontro trouxe o inesperado
O amor que bateu a porta
Sem ao menos ser chamado
A colisão de dois corpos do passado
Transcendendo a origem e a existência
O encontro de almas
A história escrita em vida plena
O afeto e a entrega
A paixão que se revela
No ato do beijo
Se encontram os seres
Se amam as almas
Encontram enfim, amor verdadeiro.
Súbito, inimaginável e arrebatador
Despretensioso encontro trouxe o inesperado
O amor que bateu a porta
Sem ao menos ser chamado
A colisão de dois corpos do passado
Transcendendo a origem e a existência
O encontro de almas
A história escrita em vida plena
O afeto e a entrega
A paixão que se revela
No ato do beijo
Se encontram os seres
Se amam as almas
Encontram enfim, amor verdadeiro.
sábado, 16 de setembro de 2017
O que eu vivi, foi solidão
Os que sentem saudade dos anos passados
Que de nada tiveram se não a opressão
Justificada por pequenos momentos de glória
São a resposta do fracasso da atual geração
Não há certeza perene, nem cor
Nada pode ser comparado ao que se viu
O que se lê nos livros não é metade da dor
Dos corpos dizimados por homens vis
A terra é quente em solo europeu
e faz calor de 40 infernos em climas invernais
Não se sabe nada do que se sucedeu
Pois também vieram abaixo com o fogo todos os jornais
Não é cortesia, nem há condecorações honrosas
Somente corpos espalhados, enfileirados, sem vida ou história gloriosa.
A pele arde com o gás inalado e as crianças sofrem.
Os músculos se contraem e com os espancamentos diários se dissolvem
Os gritos de socorro são a trilha sonora
sobre as noites em campos de concentração
Das aeronaves bombardeando aldeias,
O que se fez na história não é como sente o presente.
Porém dos mortos trago uma certeza:
O que eu vivi, foi solidão.
Existência.
A vida é vivida apenas uma vez?
Há os que dizem sim e outros não
Mas eu prefiro o talvez.
É que nós morremos a cada segundo
Envelhecer é o verbo onde a morte vive
Então será que não renascemos no mundo
A cada instante em que a vida existe?
E o que é a vida afinal?
Não conheço alguém que saiba
Muitos dizem conhecê-la,decifrando-a em simples filosofias
Mas estou certo de que ninguém saiba, é só ilusão, utopia.
É que é coisa humana querer resposta pra tudo
Estamos sempre questionando,aprendendo, evoluindo
Pois queremos sempre ser o centro do mundo.
Então, é difícil admitir o não saber,que nos torna pequeninos.
Acho que nunca ninguém encontrará um sentido na existência
E me pergunto: - Será mesmo assim tão vital?
Afinal, em essência, o que é existir?
Talvez seja exatamente o simples não saber o que há por vir no final.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
A Retirada
Quando o sol se punha a oeste
Já se sabia no encalço do tempo
que o vento traria ligeiro
a mesma e velha solidão de outrora
sufocando o ser que há dentro
A retirada das aves
coincidia com mais um inverno
O imenso e obscuro céu
alentava as dores e o desassossego
que persistiam ao homem, incrédulo
Sabia-se muito
sobre o pouco que tinha
Faltava-se muito do que queria viver
Horas de alegria,amenidades,euforia,
paixão, afeto,
ter e ser
Foram-se horas, foram se dias
foram-se vidas
sem saber
quantas eram,quem era
o que seria?
O que seria de mim sem você?
Intrometeu-se o acaso
e de minha vida fez sua casa.
Assim como eu e tu fizemos,
das palavras que ganharam vida
das vidas que viraram palavras.
E nesse compasso de rimas e sentimentos
é que dançamos as melhores valsas
Deu-me tua mão e disse
Conduz-me como só tu sabes
Que eu amo-te com toda minh'alma.
Os rodopios são a construção do alicerce
dessa vida inesperada
não há o que temer
A Terra também gira sempre
E a lua fica a admirá-la
Quando olho-te nos olhos
é que entendo o Universo
Não somos nada além de nós mesmos:
Entretanto somos um mundo inteiro
Somos o Mundo que há dentro:
E dentro de mim, existe você.
E dentro de você existe um eu.
Por isso tão forte é o nosso laço.
Somos dois mundos coexistindo
Orbitando no mesmo espaço.
sábado, 23 de abril de 2016
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Não o seria
Se pudesse não ser eu
Não o seria
Por mais que me doa ser
Não há razão em ser o que eu não poderia.
Por mais que me doa ser
Não há razão em ser o que eu não poderia.
Nunca serei o que quero
Mas quero ser o que posso
E não pretendo nunca ser diferente do que deveria ser
Apenas serei o melhor que conseguir
Olho a minha volta e não vejo razão
Por que não ser o que penso?
Estão todos vazios,subvertidos,ilusão
Há uma perda em não ser o que se pode
Mas há uma morte em não ser o que se é
Quero ser mais do que tenho sido
Mas o que tenho sido é tudo o que eu sou
Talvez seja melhor aceitar isso
E ser apenas o que eu puder
Mas ser é tão difícil
Seja você o que quiser
O que importa é que tenho vivido
E isso tem me transformado no que eu serei ao mesmo tempo em que sou.
Mas de todas as coisas que desejo ser, uma tem valor infinito:
É estar frente a mim.mesmo, me olhar nos olhos e ser,
sem nunca me arrepender de ter sido.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Mãos
Mas eu não abro mão
é do arroz com feijão
Da batata no prato
Do abraço apertado
o aperto de mãos.
E o que eu gosto ´
é de olhos nos olhos
Sorriso aberto
Amor descoberto
poder estar perto.
E o bem mais precioso
é a sinceridade
ser refém da bondade
e sem nenhuma vaidade
oferecê-la a quem não tem.
Nunca achar que tenho pouco
e mesmo que me taxem de louco
Ser aquilo que eu sempre quis.
No fundo, tudo é passageiro,
e o que importa mesmo
é poder ser feliz.
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