sábado, 16 de setembro de 2017



O que eu vivi, foi solidão

Os que sentem saudade dos anos passados
Que de nada tiveram se não a opressão
Justificada por pequenos momentos de glória
São a resposta do fracasso da atual geração

Não há  certeza perene, nem cor
Nada pode ser comparado ao que se viu
O que se lê nos livros não é metade da dor
Dos corpos dizimados por homens vis

A terra é quente em solo europeu
e faz calor de 40 infernos em climas invernais
Não se sabe nada do que se sucedeu
Pois também vieram abaixo com o fogo todos os jornais

Não é cortesia, nem há condecorações honrosas
Somente corpos espalhados, enfileirados, sem vida ou história gloriosa.
A pele arde com o gás inalado e as crianças sofrem.
Os músculos se contraem e com os espancamentos diários se dissolvem

Os gritos de socorro são a trilha sonora
sobre as noites em campos de concentração
Das aeronaves bombardeando  aldeias,
O que se fez na história não é como sente o presente.

Porém dos mortos trago uma certeza:
O que eu vivi, foi solidão.






Nenhum comentário:

Postar um comentário