O que eu vivi, foi solidão
Os que sentem saudade dos anos passados
Que de nada tiveram se não a opressão
Justificada por pequenos momentos de glória
São a resposta do fracasso da atual geração
Não há certeza perene, nem cor
Nada pode ser comparado ao que se viu
O que se lê nos livros não é metade da dor
Dos corpos dizimados por homens vis
A terra é quente em solo europeu
e faz calor de 40 infernos em climas invernais
Não se sabe nada do que se sucedeu
Pois também vieram abaixo com o fogo todos os jornais
Não é cortesia, nem há condecorações honrosas
Somente corpos espalhados, enfileirados, sem vida ou história gloriosa.
A pele arde com o gás inalado e as crianças sofrem.
Os músculos se contraem e com os espancamentos diários se dissolvem
Os gritos de socorro são a trilha sonora
sobre as noites em campos de concentração
Das aeronaves bombardeando aldeias,
O que se fez na história não é como sente o presente.
Porém dos mortos trago uma certeza:
O que eu vivi, foi solidão.
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